Bolsonaristas insatisfeitos com entrega do PL voltam a pensar em união em MS

INVESTIGA MS WENDELL REIS


Grupo estava rachado e dois pretendiam disputar o governo, mas perrengue em caminhada deu esperança de parceria bolsonarista no Estado.

A “Caminhada pela Liberdade”, liderada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL/MG) na semana passada, deve trazer resultados imediatos para a política em Mato Grosso do Sul.

O deputado pode conseguir algo que parecia quase impossível até alguns dias atrás: unir bolsonaristas brigados e enfraquecidos em Mato Grosso do Sul.

Lideranças do PL no Estado acompanharam Nikolas, sob chuva e sol, e por alguns dias deixaram de lado as desavenças para voltarem a falar sobre o futuro político do grupo em Mato Grosso do Sul.

Os intitulados bolsonaristas estão divididos há vários anos e se enfraqueceram ao ponto de perderem o partido para o ex-governador Reinaldo Azambuja, então adversário no Estado.

João Henrique Catan e Marcos Pollon foram os únicos a se manifestarem publicamente contra a aliança com lideranças do PSDB e lançaram a pré-candidatura ao Governo, mesmo sem apoio do partido.

O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, já deixou claro que o partido apoiará Eduardo Riedel (PP) para o governo e Reinaldo para uma das vagas no Senado. Para piorar a situação, Capitão Contar, quem nem no partido estava, foi anunciado como novo filiado e pré-candidato ao Senado.

Rodolfo Nogueira, que nunca se mostrou contrário à entrega do partido, também será atingido indiretamente pela entrega a Reinaldo. A esposa dele, que recebeu promessa de Jair Bolsonaro de que seria candidata ao Senado, não terá vaga no partido para concorrer.

Sem espaço para disputar o governo, Catan e Pollon precisarão encontrar uma outra sigla. Pollon recebeu promessa de espaço no Partido Novo e Catan no PRD, mas nunca conversaram sobre uma parceria. Após a caminhada, o grupo criou uma expectativa de aliança, ainda que em novo partido.

Além do perrengue, o grupo voltou a se unir pela ausência de Reinaldo e Riedel na caminhada. Publicamente, evitaram falar sobre, mas durante chuva e sol para defender Bolsonaro e presos na manifestação de 8 de janeiro, um dos assuntos mais falados foi a ausência de quem tem o controle do partido no Estado.

Reinaldo, que comanda o partido, não apareceu, assim como os deputados que se filiarão e com grande chance de tomar uma vaga de quem já está no partido. É o caso de Mara Caseiro (PSDB), que concorrerá como deputada federal no PL, e Jamilson Name (PSDB) e Zé Teixeira (PSDB), que pretendem concorrer a deputado estadual no PL em outubro.



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