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Justiça aceita denúncia e ex-presidente e mais 6 viram réus por suspeita de corrupção na Santa Casa
DA REDAçãO
O juiz da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, Waldir Peixoto Barbosa, tornou réus sete investigados por envolvimento em um suposto esquema de corrupção na Santa Casa. A decisão que aceitou denúncia apresentada no âmbito da Operação Antidotum, é da quinta-feira passada (1º/10).
Entre os réus estão a ex-presidente da instituição, Alir Terra Lima, apontada na investigação como chefe do grupo, o ex-vice-presidente Jary de Carvalho e Castro, o ex-diretor de finanças Rinaldo Hakme Romano, o diretor administrativo Alessandro Dias Junqueira e o diretor-adjunto de finanças Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa.
A lista inclui ainda a responsável pelo setor de prontuários, Monique Gregório de Oliveira, e o empresário Maurício Aparecido Benites, ligado à empresa Redvalue Tecnologia.
Os acusados têm prazo de 10 dias para apresentar resposta à acusação.
Apuração
As investigações conduzidas pelo MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), por meio do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), apontam que o grupo fraudou a contratação da Redvalue Tecnologia, realizada em outubro de 2024, para a digitalização de prontuários.
Segundo a Promotoria, o serviço foi firmado sem estudos técnicos ou análise de viabilidade, gerando suspeita de desvio de R$ 1,97 milhão referente a pagamentos por procedimentos não executados.
Na denúncia oferecida pelo promotor Jorge Ferreira Neto Júnior e integrantes do Gecoc, o MPMS pede a perda de cargos, o bloqueio de bens e a reparação mínima de R$ 1,97 milhão pelos danos materiais, além de valor idêntico por danos morais coletivos.
Acusações
Os réus responderão por diferentes crimes conforme a participação no esquema.
Alir Terra Lima é processada por organização criminosa, peculato (sete vezes) e falsidade ideológica, enquanto Jary de Carvalho e Castro, por organização criminosa, peculato (duas vezes) e corrupção passiva.
Já Rinaldo Hakme Romano responde por organização criminosa, peculato (sete vezes), falsidade ideológica e corrupção passiva.
Alessandro Dias Junqueira, Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa e Monique Gregório de Oliveira estão sendo denunciados por organização criminosa, peculato (sete vezes) e falsidade ideológica.
Maurício Aparecido Benites é processado organização criminosa, peculato (sete vezes), falsidade ideológica e corrupção ativa.
*Com informações do Campo Grande News
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