PED
Drogas e 52 chips são encontrados em caixas de marmitas na penitenciária de Dourados
DOURADOS INFORMA LUIZ GUILHERME
Inspeção realizada na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) nesta quinta-feira (17/9), terminou com a apreensão de 900 gramas de maconha, 105 comprimidos de droga sintética e 52 chips telefônicos dentro de marmitas. Além desses itens, os policiais penais apreenderam dois fones de ouvido, três cartões de memória e um adaptador.
Conforme o boletim de ocorrência, os materiais estavam dentro de caixas com marmitas vazias que haviam sido retiradas do Raio II e encaminhadas para o setor de lavagem. A localização ocorreu após a direção da unidade receber denúncia anônima sobre a entrada e distribuição de drogas dentro do presídio por meio da rotina de trabalho dos internos que atuam na cozinha.
A informação ainda dava conta de que esses ilícitos entraram no maior presídio do interior do estado por meio de drone, lançado na região do Raio II. Depois, as drogas seriam recolhidas e distribuídas por internos que tinham acesso às atividades de recebimento, transporte, lavagem e acondicionamento das marmitas.
Durante a fiscalização, foram encontrados 889 gramas de maconha e os 105 comprimidos de entorpecente sintético ainda não identificado. A confirmação sobre a natureza e a composição dos materiais dependerá de análise técnica e pericial.
Ainda segundo o registro policial, os internos Bruno Realino dos Santos, Elisandro Cinti de Souza e Lucas Francisco da Silva foram identificados como envolvidos no caso, isso porque os dois primeiros trabalham no recolhimento das marmitas e levam até o setor de lavagem. Depois da higienização, eles também participam do retorno das marmitas aos respectivos locais.
Já Lucas atua na retirada dos restos de alimentos das marmitas recebidas dos pavilhões, transferindo os resíduos para um recipiente próprio e, em seguida, encaminha os utensílios para a etapa de lavagem e higienização.
O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados e encaminhado para a 2ª Delegacia de Polícia, que deverá dar continuidade às apurações sobre a origem dos materiais e a possível participação dos internos no esquema investigado.
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