Censura e cortina de fumaça: Adriane Lopes tenta calar TopMídiaNews na Justiça

Prefeita registrou boletim de ocorrência no Garras ao invés de responder os diversos pedidos de resposta do jornal, enquanto manobrou a criação de comitê para revisar a taxa do lixo na mesma data que ingressou com processo judicial

TOP MIDIA NEWS DIANA CHRISTIE


Especialista em tentar silenciar a população, Adriane agora tenta calar um meio de comunicação / Redes Sociais/IA - Edição: André de Abreu

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), recorreu ao Judiciário em uma tentativa desesperada de impor uma mordaça ao TopMídiaNews. Incomodada com a fiscalização jornalística que expõe as inconsistências de sua gestão e de seu patrimônio, a mandatária ingressou com uma ação pedindo tutela antecipada, indenização por danos morais e segredo de justiça. O objetivo é claro: apagar da internet aquilo que ela não quer que o campo-grandense saiba.

A tática da "memória seletiva"

Na petição, a defesa de Adriane tenta fabricar uma narrativa de urgência, alegando que foi surpreendida por publicações feitas em 23 de janeiro de 2026, quando o jornal mostrou imagens aéreas de sua residência no Carandá Bosque III. O que os advogados da prefeita "esqueceram" de contar ao juiz é que as denúncias sobre a discrepância de seu IPTU e a taxa de lixo são públicas desde o dia 7 de janeiro. Adriane ignorou os questionamentos da imprensa por quase um mês e só correu ao tribunal quando a imagem de sua mansão veio a público. A judicialização tardia expõe que o problema não é a veracidade dos fatos, mas o incômodo com a transparência.

Coincidência ou Desespero? O Grupo de Trabalho de "Fachada"

Para piorar, a cronologia dos fatos revela o oportunismo da gestão. As reclamações sobre os valores abusivos do IPTU e da Taxa de Lixo explodiram em dezembro, mas a prefeita ignorou o clamor popular por quase dois meses. Curiosamente, apenas há dois dias, na mesma data em que entrou com o processo contra o jornal, Adriane decidiu criar um "Grupo de Trabalho" para revisar os critérios da cobrança.

Por que não fez isso antes? A manobra soa como uma clara tentativa de "mostrar serviço" às pressas e criar uma cortina de fumaça. Enquanto seus advogados atacam a imprensa no Fórum, sua assessoria tenta vender a imagem de uma gestora preocupada. Se a revisão fosse séria, teria começado em dezembro. Feita agora, parece apenas uma peça de defesa para limpar sua barra perante a opinião pública e o Judiciário.

Além disso, enquanto tenta calar o jornal na esfera cível, Adriane Lopes enfrenta problemas muito maiores. O TopMídiaNews não é o único a questionar a regularidade de seu imóvel. Uma ação popular movida por cidadãos campo-grandenses já tramita na Justiça, pedindo a investigação da inércia da Prefeitura e da Semadur em cobrar o imposto correto da chefe do Executivo. 

O caos do IPTU: rigor para o povo, confusão para a prefeita

A ofensiva judicial de Adriane acontece justamente no momento em que a cidade vive um caos tributário provocado por sua gestão. Enquanto a prefeita mobiliza advogados para provar que seus carnês estão em dia, milhares de campo-grandenses enfrentam cobranças abusivas e erros grosseiros da Prefeitura.

Reportagens recentes mostraram que a administração municipal chegou a ignorar decisões judiciais para cobrar IPTU de imóveis isentos. A pergunta que fica é: se o sistema é capaz de errar contra o cidadão humilde, cobrando a mais, por que seria "fake news" questionar se esse mesmo sistema falhou, para menos, no cálculo da mansão da Chefe do Executivo?

Omissões gritantes: cadê a declaração do TRE (Tribunal Regional Eleitoral)?

Para tentar desmentir o jornal, a prefeita anexou ao processo carnês de IPTU recentes e a escritura de uma área pública comprada em 2012. Contudo, a ação judicial tem um "buraco" ensurdecedor: Adriane Lopes não anexou sua declaração de bens à Justiça Eleitoral. O jornal questionou justamente a ocultação patrimonial e a incompatibilidade entre a mansão real e o que foi declarado em campanha. Se a casa está regular e vale milhões, por que a defesa não juntou o documento do TRE para provar que a prefeita foi honesta com o eleitor?

Vitimismo no Garras

Em vez de prestar contas à sociedade e retornar às inúmeras tentativas de contato do TopMídiaNews via assessoria institucional, a "Prefeita da Bota" optou pelo papel de vítima, registrando boletim de ocorrência no Garras contra cidadãos que protestavam. A defesa classifica a livre manifestação popular e o trabalho da imprensa como "abuso", exigindo R$ 60 mil de indenização. O TopMídiaNews reafirma seu compromisso com a verdade. A tentativa de censura via liminar não apagará as perguntas que o eleitor de Campo Grande continua fazendo.



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