CAARAPÓ
Dois são presos com pistola e munições e polícia investiga ligação com guerra de facções
CAMPO GRANDE NEWS HELIO DE FREITAS
Dois homens foram presos na noite desta segunda-feira (15) em Caarapó, após tentarem fugir de policiais militares da Força Tática. Com Jeferson Barbosa da Silva, 28, e Lauro Gabriel Benites Fernandes, de 22, os PMs encontraram porção de maconha, balança de precisão, uma pistola 9 milímetros e 30 munições do mesmo calibre.
O Campo Grande News apurou que um deles aparece numa suposta lista de jurados de morte pelo Comando Vermelho.
Na semana passada, vídeos e mensagens atribuídos a integrantes da facção criminosa carioca circularam em grupos de aplicativos de conversas com ameaças a moradores da cidade ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Por medida de segurança, a polícia não informou qual dos dois presos seria o alvo das ameaças.
A prisão
Ontem à noite, durante patrulhamento no centro da cidade, a equipe da Força Tática tentou abordar a moto ocupada por Jeferson e Lauro, mas a dupla fugiu em alta velocidade.
Durante a fuga, um deles jogou a pistola e os carregadores. Em seguida, o condutor perdeu o controle da moto, os dois caíram e foram presos. Os policiais fizeram buscas uma residência ligada à dupla e encontraram a droga e a balança.
De acordo com a Polícia Militar, informações preliminares apontam que os dois homens planejavam praticar crimes na região de Caarapó, sem revelar detalhes. Eles foram autuados em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, por desobediência e posse de droga. As investigações sobre a ameaça de guerra entre membros das facções continuam.
Antecedentes
Em julho de 2016, quando estava preso na carceragem da Delegacia de Polícia de Caarapó, Jeferson Barbosa da Silva e outros 8 presos foram acusados de matar enforcado um outro companheiro de cela.
Sete anos depois, em novembro de 2023, eles foram levados a júri popular e absolvidos do crime de homicídio qualificado. O Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, mas a decisão foi mantida, em 2024.
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