Pombo sem asas: Gaeco prende 24 em nova operação em Mato Grosso do Sul

INVESTIGA MS WENDELL REIS


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou nesta quarta-feira a Operação “Pombo Sem Asas”, com o objetivo de desmantelar o núcleo de facção criminosa de âmbito nacional que atua no Estado.

Segundo a denúncia, o grupo atuava em unidades prisionais da Capital, voltado para a prática de crimes de tráfico de drogas, contando com a a corrupção ativa de servidor público para o alcance de seus objetivos.

A investigação, partiu de provas obtidas em apuração anterior, que levou à exclusão de um policial militar pela prática de corrupção.

Segundo o Gaeco, o caso revelou um esquema estruturado para garantir a entrada de entorpecentes e aparelhos celulares no complexo penitenciário de Campo Grande, através do pagamento de propina.

O Gaeco detalha que o servidor, então responsável pela vigilância externa através das torres do presídio da Capital, recebia vantagens financeiras indevidas de internos e familiares, integrantes de facção criminosa, para permitir o arremesso de pacotes contendo drogas e celulares por cima dos muros da unidade.

“O trabalho investigativo demonstrou que detentos coordenavam a logística externa dos arremessos de objetos ilícitos, executados por membros da organização criminosa que estavam em liberdade. O grupo também utilizava contas bancárias próprias e de terceiros para movimentar valores do tráfico e realizar o pagamento de subornos, visando à manutenção das comunicações com o meio externo e ao fortalecimento da facção no Estado. Além dessa atuação, a rede criminosa articulava, ainda, o envio de entorpecentes para outras unidades da federação”, diz nota do Gaeco.

A operação cumpriu 35 (trinta e cinco) mandados judiciais de prisão preventiva e 24 (vinte e quatro) de busca e apreensão domiciliar, na cidade de Campo Grande e nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.

O nome da operação – “Pombo Sem Asas” – refere-se ao termo utilizado pelos próprios criminosos para nominar os pacotes contendo drogas e celulares lançados para o interior do presídio (“pombos”), por simples arremessos manuais ou utilização de drones.



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