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Professora denuncia ex-amigo por vazar fotos íntimas em grupo de ‘ex-namoradas’
FOLHA DE DOURADOS
Uma professora e mestranda de 27 anos procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) nesta segunda-feira (16) para denunciar o compartilhamento não autorizado de fotos e vídeos íntimos. O principal suspeito é um ex-amigo da época de escola, que mantinha um grupo no aplicativo Telegram dedicado a expor mulheres.
O esquema de divulgação
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima havia criado, em 2022, um canal fechado e remunerado no Telegram para compartilhar conteúdos íntimos. Na época, o espaço era restrito a cerca de 10 pessoas e possuía travas de segurança contra downloads e capturas de tela. O suspeito, amigo de longa data da professora, era um dos membros e auxiliava no controle das imagens.
O crime veio à tona quando a então namorada do suspeito descobriu o material no celular dele. Ela entrou em contato com a professora via Instagram para alertá-la sobre a existência de um grupo intitulado “SUPERMAN (2025) HD 4K”, que contava com 27 participantes e era utilizado para difundir mídias de mulheres com quem o rapaz afirmava ter se relacionado.
Confissão e investigação
Ao ser confrontado pela namorada, o rapaz admitiu a manutenção do grupo, alegando que as imagens eram de ex-parceiras. No entanto, a professora esclareceu à polícia que nunca manteve qualquer vínculo afetivo ou amoroso com o suspeito, apenas uma amizade que se desgastou com o tempo.
Abalada, a vítima relatou que acreditava que o conteúdo havia sido apagado definitivamente em 2023, quando encerrou seu canal privado. Ela suspeita que o ex-amigo tenha burlado as travas do aplicativo para salvar o material e reutilizá-lo anos depois sem consentimento.
Implicações legais
O caso foi registrado como divulgação de cena de sexo ou pornografia sem consentimento. A tipificação prevê agravantes quando:
O crime é praticado por pessoa que mantém ou manteve relação de afeto com a vítima;
Há finalidade de vingança ou humilhação (caracterizando a chamada “pornografia de vingança”).
A professora manifestou o desejo de representar criminalmente contra o investigado. A Polícia Civil agora trabalha para identificar os outros 26 membros do grupo, que também podem responder por crime ao compartilhar ou armazenar o conteúdo ilícito.
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