ELEIÇÕES
Distância de Michele com Flávio pode favorecer candidatura de oposição em MS
INVESTIGA MS WENDELL REIS
O grupo que se diz “bolsonarista raiz” em Mato Grosso do Sul ainda tem expectativa de que se repita no Estado o efeito de 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) coligou com o grupo governista, mas flertou com Capitão Contar.
O jogo duplo levou Contar ao segundo turno, em um efeito que Marcos Pollon (PL) e João Henrique Catan (PL) esperam que se repita.
O ex-governador Reinaldo Azambuja se filiou a PL com a promessa de que Bolsonaro e seu grupo político apoiassem Riedel, mas a resistência de uma ala do partido, que sempre foi oposição ao PSDB, tem feito barulho contra.
Recentemente, Reinaldo se reuniu com a cúpula nacional do PL para reclamar da resistência encontrada no grupo, cobrando promessa de aliança. Valdemar da Costa Neto prometeu intervir para fazer valer o acordo, mas não deve ter vida fácil.
A ideia é convencer o grupo rebelde de que é necessário efetivar o acordo para garantir a eleição de Flávio Bolsonaro, mas Michele pode ser decisiva.
Efeito Michele
Nesta semana, circula na imprensa nacional a informação que Michele, madrasta de Fláviao, não pretende participar efetivamente da campanha, o que pode favorecer o grupo opositor.
Se não conseguirem espaço no PL, Pollon e João Henrique devem se filiar ao Novo, uma saída encontrada por bolsonaristas de todo o País para fugir dos acordos liderados por Valdemar.
Pollon é próximo a Michele, que é madrinha de casamento dele e pode ser ajudado na campanha, repetindo algo que aconteceu em 2022, quando jogo duplo levou Contar ao segundo turno.
João Henrique e Pollon têm como fator negativo o pouco tempo para tomada de decisão. Se quiserem lançar candidata própria, terão que escolher um novo partido até o fim da janela, no dia 4 de abril. Além disso, terão que escolher entre qual líder seguir.
João Henrique tem repetido que não aceitará uma nova imposição para barrar uma “legítima candidatura de direita”. Ele afirma que tentará até o último minuto uma candidatura própria no partido.
João Henrique tem portas abertas para uma candidata ao governo no PRD e Novo. Já Pollon teve convite do Novo.
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