De olho no Senado, Verruck pode colocar fim na fama de ‘amarelão’ de candidatos ligados a Fiems

INVESTIGA MS WENDELL REIS


A pré-candidatura do secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, ao Senado tem como ingrediente um questionamento antigo na classe política de Mato Grosso do Sul.

Nos bastidores, muitos reconhecem a força da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) no processo eleitoral, mas as desistências de outros pré-candidatos ligados ao grupo carimbaram a fama de “amarelão”.

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, já ensaiou encarar a urna, mas desistiu de disputar o Senado, aumentando os comentários de que o grupo tem dinheiro, mas não os votos.

Nesta eleição, Jaime Verruck é o nome da vez defendido pelo grupo, mas não aparece nas pesquisas divulgadas até o momento. Ele teria que , literalmente, sair do zero para disputar uma vaga.

Ontem, na inauguração dos trabalhos na Assembleia, Eduardo Riedel não citou Verruck como pré-candidato, afirmando que apenas Marcelo Miranda garantiu que disputará a eleição.

Verruck declarou, em novembro do ano passado, que deixaria o governo no final de março para concorrer ao Senado. Ele está filiado ao PSD, que já tem como pré-candidato o senador Nelsinho Trad.

O partido até poderia ter dois candidatos, mas uma dobradinha excluiria Reinaldo Azambuja (PL), o “01” do grupo governista para o Senado.

A disputa do Senado parece mais distante, porque Verruck ainda não tem sequer uma legenda. Hoje, há mais chances de uma candidatura dele a uma das vagas de deputado federal. Como o PSD não deve ter chapa para federal, ele precisaria se filiar ao PL ou PP, partidos onde o grupo governista pretende colocar as fichas para deputado federal.



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