Mato Grosso do Sul registra 780 casos prováveis de dengue em 2026

LIGADO NA NOTICIA LUIZ GUILHERME


O boletim epidemiológico da Dengue divulgado nesta terça-feira (3/2), pela SES (Secretaria Estadual de Saúde) aponta que Mato Grosso do Sul contabilizou 780 casos prováveis de dengue em 2026, considerando dados atualizados até o dia 31 de janeiro, correspondente à Semana Epidemiológica 4.

De acordo com o levantamento, 42 casos foram confirmados no período. Não há registro de óbitos confirmados ou em investigação por dengue em 2026 até o momento. A incidência estadual é de 1,5 caso confirmado por 100 mil habitantes, com taxa de letalidade e mortalidade zeradas.

Casos prováveis englobam notificações em investigação, casos confirmados e ignorados, não sendo considerados os descartados. Já os casos confirmados são aqueles encerrados com base em critérios laboratoriais ou clínico-epidemiológicos, podendo sofrer alterações conforme atualização dos municípios.

Entre os municípios com maior incidência de casos prováveis, Jardim aparece em primeiro lugar no ranking estadual, com 88 casos prováveis e incidência de 367 casos por 100 mil habitantes, classificada como alta incidência. Na sequência estão Antônio João, Costa Rica, Paraíso das Águas e Rochedo, todos com classificação de média incidência.

A maior parte dos municípios sul-mato-grossenses permanece com baixa incidência, abaixo de 100 casos por 100 mil habitantes. Dourados, por exemplo, registra 43 casos prováveis, com incidência de 17,7, enquanto Campo Grande contabiliza 9 casos prováveis, com incidência de 1,0.

No consolidado estadual, Mato Grosso do Sul apresenta incidência de 28,3 casos prováveis por 100 mil habitantes, considerando uma população estimada de 2,75 milhões de pessoas.

Sorotipos e vigilância

O boletim também traz informações sobre a circulação viral. Dados laboratoriais indicam que, entre as amostras analisadas, houve predominância de resultados não detectáveis, com registros pontuais dos sorotipos DENV-2 e DENV-3. Não há confirmação de circulação simultânea dos quatro sorotipos no estado.

A Secretaria Estaudal de Saúde mantém ações de vigilância epidemiológica e entomológica, com monitoramento por meio de armadilhas ovitrampas em diversos municípios, utilizadas para acompanhar a presença do mosquito Aedes aegypti e direcionar estratégias de controle vetorial.

Série histórica

Na comparação com anos anteriores, os números de 2026 ainda são considerados baixos. Em 2025, o estado registrou 8.461 casos confirmados e 20 óbitos. Já em 2024, foram 16.229 casos confirmados e 32 mortes, enquanto 2023 contabilizou 41.046 casos confirmados e 43 óbitos.

Os dados divulgados são parciais e sujeitos a atualização, conforme novas notificações e encerramento de casos pelos municípios, reforça a Secretaria de Estado de Saúde.



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