Policia
Policial Civil demitido é condenado a 13 anos de prisão por organização criminosa e tráfico
O JACARé RICHELIEU DE CARLO
O ex-policial civil Anderson César dos Santos Gomes foi condenado a 13 anos e cinco meses de prisão em regime fechado pela 3ª Vara Criminal de Campo Grande. Ele foi demitido da corporação em junho de 2025 após ser condenado a 19 anos, quatro meses e 12 dias de reclusão também por tráfico de drogas, pela 1ª Vara Criminal de Dourados.
Anderson foi alvo das operações “Snow” e “Safe Shipping” deflagradas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Ambas flagraram a utilização de viatura policial para transportar cocaína de Ponta Porã para outras cidades de Mato Grosso do Sul. Como regra, a viatura não é parada nem fiscalizada por outras unidades de segurança pública, por isso o método é chamado de “frete seguro”.
A denúncia resultado da primeira fase da Operação Snow, oferecida em abril de 2024, acusou os policiais civis Anderson César dos Santos e Hugo Cesar Benites. Ambos foram flagrados por câmeras de segurança transportando drogas em veículo da Polícia Civil em Campo Grande.
A juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, condenou Hugo a 13 anos e cinco meses de prisão, em setembro do ano passado. Ele recebia R$ 13.393,26 por mês como investigador da Polícia Civil, segundo o Portal da Transparência do Governo do Estado.
No último dia 8 de janeiro, foi publicado no Diário de Justiça Eletrônico a condenação de Anderson Gomes a 13 anos e cinco meses de prisão pelos crimes de organização e tráfico de drogas. O processo está em segredo de justiça. O último salário dele como policial foi de R$ 52.562,28, líquido, em junho do ano passado.
Conforme o Gaeco, a organização criminosa, altamente estruturada, com uma rede sofisticada de distribuição, com vários integrantes, inclusive policiais cooptados, fazia o escoamento da droga, como regra cocaína, por meio de empresas de transporte, as quais eram utilizadas também para a lavagem de capitais, ocultando a real origem e destinação dos valores obtidos com o narcotráfico.
A organização criminosa teria traficado mais de duas toneladas de cocaína. Um dos líderes preso, Joesley da Rosa, ostentava vida de luxo e maços de dinheiro, conforme a investigação. Ele foi condenado a 18 anos e seis meses de prisão no regime fechado.
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