Investigado pelo Gaeco é preso durante férias na praia

INVESTIGA MS WENDELL REIS


O Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de Santa Catarina (Gaeco/MPSC) prendeu, em Itapema, um dos investigados na Operação “Collusion”, deflagrada pelo Gaeco/MPMS na última quarta-feira.

A operação foi deflagrada simultaneamente com a Operação “Simulatum”. As duas operações visam à desarticulação de organizações criminosas que, desde 2021, fraudam licitações e contratos públicos na Prefeitura e na Câmara Municipal de Terenos (MS).

O MPE não divulgou o nome do preso. Até o momento, sabe-se que foram detidos: Francisco Elivaldo de Sousa, conhecido como Eli Sousa – Dono do Impacto Mais; Eudmar Rogers Nolasco de Faria – Diretor comercial do grupo Impacto; Antônio Henrique Ocampos Ribeiro – empresário; Leandro de Souza Ramos – empresário; e Geraldo Alves Pereira – empresário.

A ação de campo ocorreu em Terenos, Campo Grande e Rio Negro, além da cidade de Santa Catarina. As investigações seguem em sigilo.

As operações envolvem suspeitas de fraudes em contratos de empresas com a Câmara e Prefeitura de Terenos, onde o prefeito Henrique Wancura foi preso e está afastado há quatro meses.

A operação “Collusion” investiga organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública, em especial fraudes a licitações e contratos públicos, bem como crimes correlatos.

Segundo o MPE, os crimes aconteciam mediante conluio entre os investigados para a obtenção de contratos relacionados a materiais e serviços gráficos firmados com o Município e a Câmara Municipal de Terenos, desde o ano de 2021.

A outra operação, denominada “Simulatum”, apura a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública, mediante fraude em contratos de publicidade e locação de equipamentos de som firmados com a Câmara Municipal de Terenos, também desde o ano de 2021.

A expressão em inglês “Collusion”, que significa “conluio”, remete à ideia de acordos ilícitos realizados entre os investigados com o objetivo de fraudar contratos públicos. Já o nome “Simulatum”, no latim, quer dizer “simulado”, e refere-se à forma de atuação dos investigados, que simulavam competição entre si com o objetivo de praticar os crimes em questão. 



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