IVINHEMA
Após repercussão negativa, prefeito desiste de aumento: ‘agora quem não quer sou eu’
INVESTIGA MS WENDELL REIS
O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL) rasgou, literalmente, o pedido feito por ele para que a Câmara de Ivinhema aumentasse seu salário.
Revoltado após repercussão negativa, o prefeito gravou um vídeo rasgando o projeto e criticando quem “falou mal dele” por causa do pedido de reajuste de 34%.
A Câmara Municipal de Ivinhema cancelou a sessão extraordinária que seria realizada ontem para reajustar o salário do prefeito Juliano Ferro (PL), vice e secretários.
A sessão seria realizada na noite de ontem, mas foi adiada após pedido do prefeito, o mesmo que solicitou a sessão para aumento do próprio salário. Ainda não há data para a realização da sessão.
Ontem, Juliano usou a rede social para criticar a imprensa por expor o pedido dele de aumento salarial. No vídeo, ele diz que o salário que ganha não é suficiente perto das despesas que tem diariamente como prefeito.
Vereadores de Ivinhema interromperiam o recesso para votar uma proposta de reajuste salarial de 34% para o prefeito Juliano Ferro e a vice, Ângela Casarotti, bem como de 24% para todos os secretários.
Se o projeto fosse aprovado, o salário de Juliano subiria de R$ 19 mil para R$ 26 mil; da vice, de R$ 9,9 mil para R$ 13,3 mil e dos secretários de R$ 10,8 mil para R$ 13,4 mil.
O pedido de reajuste ocorre após sucessivas derrotas de Juliano Ferro na tentativa de conseguir o salário de R$ 35 mil, aprovado na Câmara. O juiz Rodrigo Barbosa Sanches atendeu ação popular movida por Douglas Barcelo do Prado, que solicitou a declaração de inconstitucionalidade do projeto de lei que reajustava o salário do prefeito em R$ 15 mil.
Douglas Barcelo alegou que a lei ordinária implicaria em um aumento nas despesas com pessoal no valor de R$ 2.313.801,60, ao final de 48 meses. Além disso, destacou que o ato foi publicado nos 180 (cento e oitenta) dias anteriores ao final do mandato, em nítida afronta ao que dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 21, II).
Mesmo com a decisão, Juliano continuou recebendo salário com reajuste. Meses depois, anunciou que reduziria R$ 10 mil no próprio salário, como economia, e passaria a receber R$ 25 mil. Mesmo assim, esse valor era superior ao que deveria receber, respeitando a decisão judicial: R$ 19,9 mil.
Durante a sessão também seriam votados abertura de crédito adicional especial, autorização para operação de crédito do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social, concessão de contribuição financeira para Sociedade Esportiva Recreativa Ivinhema e auxílio para corrida e caminhada.
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