Justiça mantém prisão de autora de triplo homicídio em Dourados

DOURADOS NEWS ADRIANO MORETTO


A Justiça converteu em prisão preventiva, o flagrante contra a indígena Oragilda Batista Fernandes, 28, acusada de triplo homicídio em Dourados. A decisão ocorreu durante audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (2/4), no Fórum.

 
Entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira (31/3), ela matou Liria Isnarde Batista, 76, Fabiana Benites Amarilha, de 37, e a filha de Fabiana, Mariana Amarilha Paula, de apenas um ano. 

Todas estavam dentro de um barraco localizado na área de retomada Avae’te, região Norte do município, próximo a Aldeia Bororó, na Reserva Indígena, quando a moradia foi incendiada por Oragilda. 

 
Os corpos foram encontrados carbonizados na manhã de segunda e ela presa horas depois. 

A suspeita permanece em uma das celas na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados e deve ser transferida para uma penitenciária nos próximos dias. 

O caso

Na manhã de segunda-feira (31/3), a polícia foi acionada após a morte de três pessoas na retomada Avae’te. Ao chegarem no local, as equipes constataram os corpos das vítimas carbonizados.

 
Elas foram identificadas como Liria Isnarde Batista, 76, Fabiana Benites Amarilha, de 37, e a filha dela, Mariana Amarilha Paula, de apenas um ano.

De acordo com o delegado Erasmo Cubas, chefe do SIG (Setor de Investigações Gerais), as três mulheres ingeriam bebidas alcoólicas durante o domingo (30/3), quando ocorreu um desentendimento entre elas. 

Uma testemunha ouvida pela polícia relatou que, durante discussão, Oragilda teria sufocado a criança e, em seguida, atingido Liria com uma barra de ferro, acertando-a na cabeça. 

Posteriormente, a suspeita teria utilizado um galão de gasolina para atear fogo na moradia, incendiando-a de fora para dentro, onde estavam as três vítimas.

A suspeita é que a idosa e a bebê estavam inconscientes por conta das agressões sofridas, enquanto Fabiana dormia no momento do fogo.  



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