Brasileiro é preso em operação contra organização que movimentou 15 mi de dólares

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Tiago foi preso em casa e será entregue às autoridades brasileiras; Foto e vídeo: Divulgação/Senad

Operação realizada na manhã desta terça-feira (17/9), mobilizou mais de 200 policiais brasileiros e paraguaios, com ações simultâneas em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Na cidade paraguaia, os agentes prenderam o brasileiro Tiago Godoy Martti, de 26 anos, que ainda estava dormindo quando as equipes chegaram em sua residência no Bairro Jardim Aurora.

Coordenada pela Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) com apoio da PF (Polícia Federal) do Brasil, a ação teve como foco o combate ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro, crimes associados a uma organização criminosa de alcance internacional.

Tiago foi um dos principais alvos da operação, acusado de integrar um esquema criminoso sofisticado que envolve cinco grupos autônomos, com atuação em solo brasileiro e ainda no Paraguai, Argentina e Uruguai.

De acordo com as investigações, esses grupos operam bancos paralelos que utilizam uma rede de intermediários, incluindo pessoas físicas e jurídicas, para movimentar grandes somas de dinheiro de origem ilícita, especialmente provenientes do tráfico de drogas. Estima-se que, nos últimos dois anos, o esquema tenha mobilizado aproximadamente 15 milhões de dólares.

No Brasil, a Polícia Federal mobilizou 190 agentes para cumprir 66 ordens judiciais em várias cidades, incluindo Curitiba (PR), São José dos Pinhais (PR), São Paulo (SP), São Caetano do Sul (SP), Natal (RN), Chuí (RS), Bagé (RS) e Aceguá (RS).

A operação visou desarticular os núcleos da organização e apreender documentos, bens e informações que possam aprofundar as investigações sobre o esquema criminoso.

A prisão de Tiago Godoy Martti representa um importante desdobramento nas investigações, já que ele é considerado uma peça-chave na estrutura criminosa. O brasileiro possuía um mandado de prisão internacional para fins de extradição e será entregue às autoridades brasileiras para responder pelos crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

 



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