Com suplência mais disputada, Reinaldo terá que lutar para emplacar aliado

INVESTIGA MS WENDELL REIS


O ex-governador, Reinaldo Azambuja, está conseguindo concretizar seus planos na liderança do Partido Liberal (PL) e terá pela frente outra missão difícil, se conseguir convencer Jair Bolsonaro (PL) a não se intrometer na escolha do segundo nome para o Senado. 

O ex-governador é o único garantido no grupo e também tem a suplência mais cobiçada, por conta do favoritismo demonstrado em pesquisas divulgadas até o momento e por uma possível volta dele ao Governo do Estado. Embora negue a intenção de voltar a concorrer ao governo, há uma boa parte de aliados que defendem o retorno dele em 2031.

Reinaldo afirma que só escolherá os dois suplentes próximo da convenção, em julho, mas nos bastidores a conversa é que o escolhido deve ser o ex-secretário de Fazenda da gestão dele, Felipe Mattos.

Para emplacar o aliado, Reinaldo precisará convencer o restante do grupo, que está de olho na indicação, pela possibilidade de o governador deixar a função antes dos oito anos. 

Lideranças que foram excluídas das indicações, como a senadora Tereza Cristina e o ex-presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, podem reivindicar as suplências. No caso de Tereza, o favorito para indicação é o ex-secretário de Obras de Campo Grande, Marcelo Migliolli.

Quem também pode entrar na briga pelas suplências é o ex-presidente Jair Bolsonaro, que pode exigir os postos se não indicar o candidato. Bolsonaro encaminhou bilhete dizendo que o deputado federal Marcos Pollon (PL) deve ser o candidato, mas está sendo convencido a deixar as pesquisas definirem a segunda vaga.

Por enquanto, Reinaldo tem conseguido fazer valer suas vontades no partido. Ele convenceu o PL a apoiar a reeleição de Eduardo Riedel e já tem vaga garantida na disputa interna pelo Senado. Reinaldo só não conseguiu convencer o grupo a apoiar Nelsinho Trad, mas a situação teve como impedimento a candidatura de Fábio Trad ao Governo do Estado.

Caso consiga convencer Bolsonaro a não se meter na disputa e deixar que pesquisas definam a segunda vaga, Reinaldo terá emplacado quase todas as suas vontades, faltando apenas a liberdade para definir seus suplentes. Nas últimas eleições em Mato Grosso do Sul, Bolsonaro participou diretamente da indicação dos suplentes, escolhendo Rodolfo Nogueira para Soraya Thronicke e Tenente Portela para Tereza Cristina. 



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