Jornalista é condenado a 11 anos por estuprar menino em Campo Grande

MIDIA MAX ADRIEL MATTOS


Renan Lopes Gonzaga. (Reprodução, Redes Sociais)

A Justiça condenou o jornalista Renan Lopes Gonzaga a 11 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável contra um menino de 11 anos, ocorrido em setembro de 2025, em Campo Grande. Ele está preso desde a época do crime.

Por outro lado, a Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente absolveu Renan do crime de fornecimento de bebida alcoólica a menor de 18 anos. A sentença foi publicada no Diário da Justiça de terça-feira (14).

 jornalista deve cumprir a pena inicialmente em regime fechado. Ele não terá direito a recorrer em liberdade, permanecendo preso até o fim do prazo para recursos.

O que se sabe sobre o caso

Jogos de videogame, comida e acesso à piscina: esses eram os atrativos que o jornalista oferecia às crianças e aos adolescentes para irem ao seu apartamento, onde seriam aliciados pelo suspeito.

Quando preso, o acusado disse em depoimento que os meninos pediram para passar a noite no local. Ele ainda relatou que fez comida para os adolescentes e os alimentou, além de lavar as roupas deles.

O suspeito contou que os meninos ficaram jogando videogame, mas negou que tenha oferecido bebidas alcoólicas a eles. A investigação apontou que, no apartamento, ele estaria praticando atos libidinosos contra as vítimas.

Conforme o depoimento de Renan, foi oferecida uma viagem de carro por meio de aplicativo para que os adolescentes fossem embora por volta das 2 horas, mas eles teriam recusado. Na manhã seguinte, ao saber que um dos meninos era procurado, Renan chamou um carro de aplicativo para que eles fossem embora.

Vizinhos ficaram preocupados após prisão de jornalista por estupro

Na época em que a prisão foi noticiada, os moradores do condomínio onde morava o jornalista ficaram assustados e aflitos com o caso que ocorreu no residencial.

Em conversas no grupo de WhatsApp dos moradores, muitos pais com crianças pequenas falaram sobre a preocupação e falta de vigilância no prédio. “Eu nunca vi os seguranças durante o dia, só à noite”, disse uma das moradoras. Outra mensagem no grupo afirmou que o local é cheio de crianças e adolescentes sozinhos, sem supervisão.

Um morador chegou a falar que, quando passeava com sua cadela pelo condomínio, o animal se arrepiou ao passar perto do jornalista. Uma moradora relatou que a filha já teria contado a ela ter visto Renan várias vezes no parquinho.

“Que medo que dá, tem de ficar em cima mesmo”, falava uma mãe, sobre o cuidado com os filhos em condomínios. “Que loucura dentro do nosso condomínio”, dizia outro morador.



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