Candidatos começam a pensar em suplentes para o Senado; últimos escolhidos romperam com titulares em poucos dias

INVESTIGA MS WENDELL REIS


Os pré-candidatos com a vida já encaminhada para o Senado começam a pensar nos suplentes para a eleição de outubro. Cada candidato tem direito a dois suplentes (primeiro e segundo), que assumem a vaga em alguma eventualidade envolvendo o titular.

Geralmente, a vaga é ocupada por quem pode agregar financeiramente na campanha, mas também há casos em que partidos políticos e lideranças influenciam na escolha, como aconteceu em Mato Grosso do Sul nas últimas duas eleições.

Influente, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) indicou dois suplentes, que romperam com as titulares em pouco tempo. Rodolfo Nogueira (PL), que não era conhecido na política, foi indicado como suplente de Soraya Thronicke e a relação amistosa durou poucos dias.

Soraya chegou a registrar um boletim de ocorrência contra Rodolfo em 2018, alegando que foi ameaçada.  “Eu vou te avisar, nunca mais passe por cima de mim… escute bem: na próxima vez que você passar por cima de mim eu acabo com você”, teria declarado Rodolfo, segundo boletim de ocorrência registrado por Soraya. 

Os dois continuam brigados, mas Soraya conseguiu se livrar de Rodolfo quando ele foi eleito deputado federal em 2022. 

Bolsonaro também foi o responsável por indicar Tenente Portela, amigo dele dos tempos de quartel em Mato Grosso do Sul, como suplente de Tereza Cristina. Os dois não são brigados, mas a relação está longe de ser próxima.

Portela tem chance de assumir o cargo, caso Tereza aceite ser vice de Flávio Bolsonaro e ele ganhe a eleição. Porém, ela tem declarado que prefere ficar no Senado. 

De olho em Reinaldo

Uma das suplências mais aguardadas é de Reinaldo Azambuja, porque muita gente acredita que ele pode voltar a disputar o Governo do Estado. Ele ainda não falou sobre os possíveis nomes. O mais cotado é o ex-secretário, Felipe Matos.

Os demais pré-candidatos já escolhidos, Soraya Thronicke, Vander Loubet e Nelsinho Trad, ainda não citaram possíveis escolhidos. 

Suplências movimentadas

Os suplentes da senadora Marisa Serrano (PSDB) se deram bem. Ela deixou a vaga rapidamente para assumir a função de conselheira no Tribunal de Contas. Antônio Russo assumiu a vaga em 2011, mas por problemas de saúde, acabou se afastando. O segundo suplente, Ruben Figueiró, assumiu em 2013 e completou o mandato.

Pedro Chaves também se deu bem na suplência. Ele assumiu o cargo por dois anos, após a cassação do titular, Delcídio do Amaral.



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