Após fechar portas para filiados e ser excluído de grupo, Nelsinho confirma que será o único candidato do PSD em MS

INVESTIGA MS WENDELL REIS


O presidente estadual do PSD, Nelsinho Trad, confirmou que será o único candidato do partido na eleição de outubro em Mato Grosso do Sul. O fracasso de um dos maiores partidos do País no Estado é resultado da articulação feita pelo próprio senador desde a eleição de 2024, quando barrou várias candidaturas do partido para prefeituras, priorizando articulações com o grupo governista e, obviamente, seus interesses pessoais. 

Agora, Nelsinho não é prioridade do grupo governista, que será obrigado a fazer aliança com o Partido Liberal (escolhendo Capitão Contar ou Marcos Pollon), e também não terá chapas para deputado federal e estadual, justamente porque não terá apoio oficial de Eduardo Riedel (PP) e Reinaldo Azambuja (PL) na eleição. 

Indagado sobre o partido não ter chapa, Nelsinho disse que é preciso ter dois ou três potenciais candidatos, mas que isso não é suficiente para viabilizar a eleição. Ele afirma que entendeu que não deveria fazer isso com as pessoas que estavam no partido. 

“Para você montar uma chapa hoje, com nove deputados federais e 25 deputados estaduais, fica oneroso e corre um risco muito grande de não fazer nenhum representante. Então, é melhor você focar a energia naquilo que está mais bem desenhado, mais consolidado, que é a nossa reeleição, do que você ficar dando tiro para todo lado e acaba não acertando ninguém”, justificou.

Se no fator grupo, o plano de Nelsinho fracassou, na questão de dinheiro, deu muito certo. Sem candidatos a deputado, o dinheiro do fundo partidário ficará aplicado todo na campanha dele no Estado. 

Em 2018, o PSD elegeu Nelsinho para o Senado e Fábio Trad como deputado federal. Na eleição de 2022, Fábio não foi reeleito e o partido fez apenas Pedrossian Neto como deputado estadual. 

Na eleição de 2024, Nelsinho vetou algumas candidaturas a prefeito em municípios importantes como Campo Grande e Ponta Porã. Em São Gabriel do Oeste, filiados precisaram ir à justiça para garantir a candidatura. A briga só acabou depois que o candidato do PSD foi eleito. Eles fizeram um acordo com Nelsinho para encerrar a briga na justiça. 



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