CAMPO GRANDE
De direita e esquerda, vereadores exigem demissão de Sandro Benites após Maria da Penha
TOP MIDIA NEWS THIAGO DE SOUZA
Vereadores repercutiram denúncias do TopMídiaNews, que deram conta de denúncia de violência psicológica e ameaças do secretário de Esporte, Sandro Benites contra mulher, em Campo Grande.
Os parlamentares exigiram a demissão do titular da Funesp, que também foi vereador e secretário de Saúde da Capital. O que chama a atenção é que legisladores de ideologias opostas – direita, esquerda e centro – dizem que Sandro deve deixar a secretaria. Luiza Ribeiro (PT) usou as redes sociais para manifestar o repúdio ante as graves denúncias.
''Exoneração imediata já'', apelou a petista. Ela lembrou que o caso de Benites é mais um envolvendo violência contra mulheres. Outro petista, Jean Ferreira, também repudiou as acusações.
''Em respeito à vítima e a todas as mulheres, a gestão deve exonerar Sandro para não se omitir ou consentir com tal crime'', cravou Ferreira.
O direitista Rafael Tavares (PL) fez coro ao apelo de Luiza. Disse que o afastamento deve ser imediato.
Denúncias
O diretor da Fundação Municipal de Esportes (Funesp) e ex-vereador, Sandro Trindade Benites, tornou-se alvo de uma medida protetiva de urgência, no âmbito da Lei Maria da Penha, concedida pela Justiça na noite deste sábado (7), em Campo Grande. A decisão foi proferida após ele ser denunciado por violência psicológica no âmbito doméstico contra uma ex-namorada.
O TopMídiaNews adiantou que o suspeito viajou a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para participar de um retiro masculino dos Legendários e acabou retido no país, junto com a esposa, devido a conflitos armados na região. Após o retorno à capital sul-mato-grossense, o ex-vereador ficou sabendo que uma ex-namorada iria denunciá-lo pelos anos de violência psicológica e, conforme o registro policial, tentou silenciá-la.
Conforme a decisão assinada pelo juiz plantonista José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, foram constatados indícios suficientes da prática de violência psicológica para justificar a proteção imediata da mulher.
A ordem judicial proíbe Sandro de aproximar-se da vítima, de seus familiares e de testemunhas, estabelecendo a obrigatoriedade de manter uma distância mínima de 500 metros. Ele também fica estritamente impedido de manter contato com os envolvidos por qualquer meio de comunicação.
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