‘Colega’ se oferece para carregar celular e faz PIX de R$ 4 mil para pagar agiota

MIDIA MAX RENATA VOLPE


Delegacia de Polícia Civil de Nova Alvorada do Sul, onde o caso foi registrado. (Foto: Divulgação, PCMS)

Um idoso de 72 anos foi engando por um ‘colega’ que se ofereceu para colocar o celular do homem para carregar. Na oportunidade, ele fez um PIX de R$ 4 mil e quando foi descoberto, disse que precisou pagar um agiota. O caso ocorreu em Nova Andradina, a 280 km de Campo Grande.

O idoso registrou o caso  na Delegacia de Polícia Civil para denunciar um golpe sofrido após a compra de quatro cabeças de gado, em Nova Casa Verde, distrito de Nova Andradina.

O homem que mora no Assentamento Teijin, contou ter comprado os bovinos em 22 de janeiro com o auxílio de um conhecido. Esse colega ajudou a separar o gado e realizar o transporte para outra propriedade.

Depois, os dois foram até uma agência bancária no distrito para efetuar o pagamento de R$ 9 mil ao vendedor. Segundo o relato do idoso, o colega o acompanhou toda a movimentação financeira.

Após o pagamento, ambos foram até uma padaria próxima a um supermercado da região. Nesse momento, o celular da vítima teria descarregado.

Diante da situação, o colega se ofereceu para colocar o aparelho para carregar em uma tomada nos fundos do estabelecimento, local onde apenas ele teve acesso.

Mais tarde, o idoso percebeu uma transferência via PIX no valor de R$ 4.050 para uma conta em nome de um homem.

O colega foi questionado e ele confessou ter feito o PIX sem autorização para pagar uma dívida com um agiota, que o teria ameaçado dentro da própria padaria.

Assim, o suspeito prometeu devolver o valor no dia seguinte, mas até o momento do registro da ocorrência, na segunda-feira (16), não realizou o ressarcimento.

Além da transferência, o idoso também identificou compras realizadas com seu cartão, nos valores de R$ 500 numa loja, R$ 40 em supermercado e R$ 125 em loja de produtos elétricos, que podem ter sido feitas pelo mesmo suspeito.

O idoso informou à polícia que não possui muitos dados sobre o suspeito, apenas que o pai dele trabalha como taxista.

Portanto, o caso foi registrado como furto e será investigado pela Polícia Civil.



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