FIM DO ANO
Comércio do Paraguai divide opiniões entre sindicatos de Dourados
Abertura em datas comemorativas está mantida em acordo assinado
R CéRGIO FERRAZ
O comércio do Paraguai, país que faz fronteira com o Brasil e está distante pouco mais de 100 quilômetros, na divisa de Ponta Porã pelo Mato Grosso do Sul, invariavelmente o destino dos consumidores dessa região para efetuarem, principalmente, as compras de final de ano e nos fins de semana, divide opiniões entre as classes patronal e laboral do município de Dourados.
Para o presidente do Secod (Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Dourados) Pedro Lima, essa mística já acabou em função da constante alta do dólar e o rigor da fiscalização na fronteira. "Sempre fui 'bairrista' em relação ao comércio local, porém conclamo os moradores dos municípios vizinhos que venham comprar em Dourados", enfatizou.
Já o presidente do Sindicom (Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Dourados), Everaldo Leite Dias, se o Acordo Coletivo firmado no começo do mês tivesse optado pela não abertura das lojas em datas comemorativas, o empresariado local poderia, sim, perder vendas para, segundo ele, "nosso principal concorrente, o Paraguai".
A convenção coletiva de trabalho assinada nas dependências da Aced na terça-feira (5) definiu pela abertura do comércio em horários e datas especiais, como nos dias 8 (dia da padroeira da cidade), 20 de dezembro (aniversário de Dourados), bem como nos dias 24 e 31, véspera do Natal e Ano Novo.
Os trabalhadores terão remuneração diferenciada, além do pagamento de horas extras e a compensação com a folga já institucionalizada no dia 2 de janeiro de 2025, como vem acontecendo nos últimos acordos de trabalho firmados entre as partes.
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