CAPITAL
Pastor e secretários: escândalos sexuais viram rotina na gestão Adriane
TOP MIDIA NEWS THIAGO DE SOUZA
Escândalos sexuais envolvendo membros do alto escalão da prefeitura já são praticamente uma marca na gestão Adriane Lopes, em Campo Grande. Foram três nos primeiros meses deste ano. Nos bastidores, questiona-se se a prefeita já tinha conhecimento das práticas e mesmo assim bancou os suspeitos na administração.
Conforme noticiado pelo TopMídiaNews, a primeira exposição ocorreu em 27 de fevereiro. Naquela tarde, um servidor de 22 anos, recém-demitido da Secretaria da Juventude, foi à Polícia Civil. Narrou que o secretário Paulo Cesar Lands Filho, 38 anos, aproveitou de sua embriaguez severa e o abusou.
Ainda conforme o relato, o rapaz citou investidas constrangedoras do secretário e abuso de poder. Paulo César foi afastado do cargo e a vítima recontratada.
Pastor
Outro abalo na administração Adriane veio com revelações sobre o pastor Douglas Alves Mandu, 35 anos, que congrega e prega na mesma igreja dela, a Assembleia de Deus Missões. Em 2 de março, foi acusado de estuprar uma jovem quando esta era adolescente com 15 anos. O religioso ocupava a coordenação de um centro de convivência de idosos na Capital.
Depois da primeira reportagem, ao menos três mulheres relataram abusos ou investidas inadequadas de Douglas. Ele foi afastado por 60 dias do município, da igreja e também do Conselho de Pastores, do qual era membro do Conselho de Ética.
Mais um
Não bastassem crimes cruéis contra adolescentes, eis que surge o caso do diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes, Sandro Benites. Pregador de moral e bons costumes e dito conservador, foi denunciado por violência psicológica contra uma ex-amante.
O que é peculiar no caso de Sandro, que já foi vereador e secretário de Saúde, é que um magistrado determinou medida protetiva em favor da denunciante. Ou seja, um juiz entendeu que os apontamentos da vítima tinham procedência. O TopMídiaNews entrevistou uma das ex-namoradas de Sandro, que revelou ter ouvido que o suspeito agia sem temor em razão dos cargos de poder que ocupava.
Leniência?
Nos bastidores da política, alguns alegam que a gestora Adriane tinha ciência dos casos de Sandro e do pastor, porém nada fez. No entanto, independentemente de conhecer ou não os casos, a medida de afastar dois dos envolvidos e não exonerá-los é bastante criticada.
Em outra ponta, no caso de Benites, esperou ele próprio pedir desligamento em vez de demiti-lo sumariamente e marcar posição no enfrentamento à violência de gênero na cidade.
Desde que todos esses escândalos vieram à tona, o TopMídiaNews deixou o espaço permanentemente aberto para manifestações, tanto dos denunciantes quanto dos denunciados. Nenhum deles aceitou se pronunciar.
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