ALDEIAS
Mutirão contra epidemia de chikungunya nas aldeias vistoria 1.513 moradias em 2 dias
DA REDAçãO
Em dois dias de trabalhos intensos, o mutirão que envolve as equipes das secretarias municipais de Saúde e de Serviços Urbanos da Prefeitura de Dourados, com apoio do Governo do Estado, da Prefeitura de Itaporã, da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e de lideranças das aldeias Jaguapiru e Bororó, vistoriou 1.513 moradias na Reserva Indígena de Dourados, onde foi confirmadas uma epidemia de febre chikungunya.
O trabalho, que envolve 75 agentes de endemias e 20 agentes de saúde indígena, resultou em 27 borrifações químicas com máquina costal motorizada, além de aplicação de inseticida com dois dois Lecos, que são nebulizadores de aerosol a frio. O trabalho, que envolve 75 agentes de endemias e 20 agentes de saúde indígena, também culminou, em dois dias, com tratamento químico em 648 moradias, onde o mutirão encontrou 382 focos de larvas do mosquito Aedes aegypti, sendo que 90% destes focos estavam em caixas d’água, lixos, pneus.
No primeiro dia do mutirão de combate à epidemia de febre chikungunya na Reserva Indígena de Dourados, foram identificados 171 focos do mosquito Aedes aegypti durante a vistoria a 664 imóveis nas aldeias Jaguapiru e Bororó. Desse total, 288 receberam tratamento específico para eliminar larvas do mosquito. Além da eliminação de criadouros, no primeiro dia também foi realizada borrifação com máquina costal em 13 imóveis para reforçar o combate ao mosquito.
No segundo dia de trabalhos, o mutirão vistoriou 849 moradias e realizou tratamento químico em 360 casas, onde foram localizados 211 focos de larvas do mosquito transmissor da febre chikungunya. Os agentes de endemias apuraram que 90% dos focos estavam concentrados em caixas d’água, garrafas pets, vasilhas com água para animais, lixos e pneus espalhados nos arredores dos imóveis.
Nesta quarta-feira (11), os trabalhos continuaram com objetivo de vistoriar o maior número possível de moradias e combater focos do mosquito. De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, já são 99 casos confirmados de febre chikungunya na reserva, além de 183 notificações que ainda estão em investigação.
A Prefeitura de Dourados ressalta que o combate ao mosquito e a atenção primária de saúde nas aldeias são atribuições do Governo Federal, mas, diante da gravidade do problema e da confirmação de epidemia de febre chikungunya na Reserva Indígena, o município está mobilizando diversas secretárias e órgãos estaduais e federais no mutirão de enfrentamento à doença.
Os agentes de endemias alertam que a grande maioria dos criadouros do mosquito Aedes aegypti está sendo localizada nas caixas d’água, já que a quase totalidade das famílias que moram na Reserva Indígena armazenam água da chuva devido à falta de abastecimento de água potável. Mesmo nas casas com rede de água encanada, a distribuição irregular leva moradores a manterem recipientes cheios por longos períodos, o que favorece a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zica e febre chikungunya.
Para eliminar as larvas em locais onde a água não pode ser descartada imediatamente, as equipes utilizam produtos biológicos conhecidos como larvicidas ou bioinseticidas. Segundo a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Priscila da Silva, o produto é específico para as larvas do Aedes aegypti e não oferece riscos para pessoas ou animais domésticos. Paralelamente às ações nas residências, equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos iniciaram vistorias em prédios públicos da reserva, incluindo escolas, unidades de saúde e centros de assistência social.
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