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Dia da conquista do voto feminino reacende debate sobre lugar da mulher na política, avalia Lia Nogueira
Deputada defende mais mulheres nos espaços de decisão e chama eleitoras a observar quem de fato representa suas histórias nas urnas
ACESSORIA
O Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil, lembrado em 24 de fevereiro, é, para a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB), um convite para olhar com atenção para o poder político das mulheres, tanto na urna quanto nos espaços de decisão. Em Mato Grosso do Sul, elas são maioria no eleitorado, mas ainda aparecem em número reduzido nas câmaras municipais e na Assembleia Legislativa.
Lia Nogueira afirma que essa distância entre quem vota e quem ocupa mandato ajuda a explicar muitos dos problemas que ainda afetam o dia a dia das mulheres e reforça que o mandato precisa nascer da escuta. “Tudo o que eu defendo passou primeiro pela vida de alguém. Aprendi que a política só faz sentido quando volta para a realidade de quem está na ponta ", afirma.
Para a deputada, o voto feminino precisa ir além da ideia de apenas cumprir uma obrigação no dia da eleição. Ela defende que as eleitoras observem quem, na prática, enfrenta temas como violência doméstica, sobrecarga das cuidadoras, acesso a tratamento especializado e falta de estrutura nos serviços públicos. “O voto da mulher muda orçamento, prioridade e olhar do poder público. Quando ela escolhe alguém que conhece essa realidade, está mexendo diretamente na própria rotina ", avalia.
Lia Nogueira também chama atenção para o fato de que ainda há muitos obstáculos para que mais mulheres disputem eleições, entre eles a dupla jornada, a dificuldade de financiamento e a violência política de gênero. Muitas desistem antes mesmo de colocar o nome à disposição porque sabem que serão julgadas pela vida pessoal, pela aparência ou pelo fato de serem mães, em vez de serem avaliadas pelo trabalho que entregam.
Ao marcar o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil, a deputada reforça que a data é um lembrete das mulheres que abriram caminho para o direito de votar e ser votada, mas também um chamado para o presente. Na avaliação de Lia Nogueira, o desafio é escolher com cuidado, cobrar resultados e encorajar mais mulheres a ocupar a política em todas as regiões do Estado, das grandes cidades às comunidades mais afastadas.
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