Filho diz que Bolsonaro prepara lista de candidatos e preocupa velhos e novos bolsonaristas em MS

INVESTIGA MS WENDELL REIS


O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, criou expectativa e preocupação no grupo político que pretende concorrer ao Governo e Senado no arco de alianças da autointitula direita em Mato Grosso do Sul.

“Meu pai, preso político, continua soluçando intensamente e, ontem, apresentou uma crise severa de vômitos ao longo da tarde. Ainda assim, pediu que eu informasse aos senhores que está confeccionando, inicialmente, uma lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos estaduais e a outras participações políticas igualmente relevantes”, declarou Carlos na rede social.

A declaração criou uma expectativa enorme no grupo que aposta no cumprimento de acordos (ala do PL mais nova, liderada por Reinaldo Azambuja), mas também em quem espera uma virada para os bolsonaristas na eleição de outubro (casos de filiados mais antigos).

Presidente do PL em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja espera que Jair Bolsonaro cumpra o acordo feito antes da prisão e declare apoio à reeleição de Eduardo Riedel (PP), a dele e um segundo escolhido do grupo para o Senado.

Do lado oposto, bolsonaristas que não concordaram com a entrega do PL para Reinaldo, esperam um posicionamento contrário ao acordo anunciado por Reinaldo e avalizado pelo presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto. Eles defendem candidaturas de oposição a Riedel e Reinaldo, mas podem ter os planos frustrados novamente por Bolsonaro.

Na lista de esperançosos bolsonaristas estão Marcos Pollon (PL) e João Henrique (PL), que lançaram pré-candidatura ao governo , e Gianni Nogueira (PL), pré-candidata ao Senado. Eles não estão na lista de prioridades definida por Reinaldo e ameaçam sair do partido para lançarem candidatura própria se não conseguirem espaço no PL.

Se Bolsonaro não apoiar os que se intitulam bolsonaristas raiz, repetirá os filmes vistos nas últimas eleições. Em 2022, apoiou Riedel contra Contar. Já em 2024, desfez as pré-candidaturas do PL para prefeituras para entregar o partido a Reinaldo.

Disputa com o PP

A declaração de Carlos ocorre após briga em Santa Catarina, onde o PL pretende lançar o próprio Carlos Bolsonaro e Carol De Toni (PL) ao Senado, deixando de fora Esperidião Amin (PP).

Presidente nacional do PP, Ciro Nogueira cobra acordo feito com PL em Santa Catarina e outros estados. Mato Grosso do Sul entrou nesta lista, com promessa de eleger Riedel, hoje no PP.

Pollon tem declarado que aguardará posição de Jair Bolsonaro. Já Catan e Gianni afirmam que podem deixar o partido, caso sejam preteridos da disputa.

O trio de insatisfeito no PL tem até 4 de abril, quando termina a janela partidária, para buscar outro partido, caso fiquem de fora da temida lista prometida por Bolsonaro.



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